domingo, 23 de outubro de 2011

OVÁRIO POLICÍSTICO PODE ATRAPALHAR A DIETA

O aumento de peso é um dos sintomas desse mal que atinge diversas mulheres, mas é sanado com tratamentos específicos e de maneira rápida.

Da primeira menstruação até a menopausa, os ovários liberam mensalmente os óvulos que vão para o útero. Daí acontece à menstruação ou, se eles encontrarem um espermatozóide nas trompas, a fecundação. Para que isso ocorra é preciso ter uma sintonia fina entre vários hormônios que circulam pelo organismo. Mas, às vezes, a engrenagem metabólica pode ter pequenas falhas e o óvulo, em lugar de seguir o seu curso normal, fica preso numa “bolhinha” na parede do ovário, formando um ou vários cistos. Quando esta situação é freqüente e, ainda, aparecem outros sinais como menstruação irregular, pêlos pelo corpo, aumento de peso, pele oleosa e infertilidade, os especialistas são unânimes na conclusão: é a temida Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP).
Este problema, que atinge 20% das mulheres, é diagnosticado com exames de ultra-som e pode, sim, levar a um excesso de peso. Por outro lado, aqueles nem tão inocentes quilinhos a mais também podem se tornar o fator decisivo para a formação de vários cistos no ovário. Complicado? Nem tanto, segundo Dolores Pardini, endocrinologista e professora da Escola Paulista de Medicina. “Há 20 anos, ovário policístico era sinônimo de obesidade. Mas estudos revelaram que esta síndrome pode acontecer também na mulher magra que se comporta metabolicamente como obesa. E, na que é obesa, o quadro pode ser agravado com a associação de diabetes mellitus. O desequilíbrio hormonal gera os cistos no ovário, com conseqüente aumento de peso, o que pode desencadear ou agravar a síndrome pré-existente”, diz.

“Algumas mulheres têm uma resistência periférica aumentada à ação da insulina no tecido gorduroso. Elas não são diabéticas, mas, às vezes, é preciso até usar remédios para diabetes para controlar a situação. Também, é fundamental uma dieta balanceada e atividades físicas regulares”, explica a ginecologista Ana Paula Junqueira Santiago.
Além dos quilos extras, a doença é responsável por um “aumento de oleosidade na pele, o que pode provocar o aparecimento de acne, pêlos no rosto e queda de cabelo”, enfatiza a nutricionista Tânia Regina Bonetti, que também enfrenta o problema. Ela só encontrou solução equilibrando a alimentação e fazendo exercícios. “Quando passo um tempo sem ir à academia, apesar de tomar medicamentos para controlar a insulina e balancear a comida, já sinto os sintomas voltarem”, afirma.

Às suas pacientes, que também seguem um controle mensal com o médico, a nutricionista aconselha a dieta que ela mesma segue à risca:
1. Evitar cardápios ricos em gordura, principalmente as de origem animal que, além de engordar, elevam os números do colesterol no sangue;
2. Reduzir a ingestão de alimentos ricos em carboidratos refinados, como massas, pães, bolos, açúcares, refrigerantes tradicionais, doces em geral, dando preferência ao consumo de produtos integrais;


3. Tirar de vez do menu diário as frituras, o excesso de óleo e os alimentos prontos, que só servem para acrescentar peso e oleosidade à pele;
 4. Ingerir alimentos ricos em vitamina C, como frutas, verduras cruas e legumes, e em vitamina E, encontrada em óleos vegetais, nozes e amêndoas;


5. As refeições devem ser pouco volumosas e várias vezes ao dia (café da manhã, almoço e jantar, com pequenos lanches intermediários), para não ficar sem comer por mais de 3 horas;



6. Não se esqueça de reduzir o consumo de sal e as bebidas alcoólicas. A dieta e os exercícios são uma recomendação e tanto, mas também é preciso ir ao médico para controlar a síndrome. “Normalmente são indicados anticoncepcionais para regular a menstruação e dar um descanso aos ovários, medicamentos para controlar a resistência à insulina e antiandrogênicos que vão inibir o aparecimento de pêlos (hirsutismo) no rosto, nos seios e na barriga. E para quem quer engravidar são receitados remédios que estimulam a ovulação”, conclui a ginecologista.


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Nutrição versus Libido, Por Dra. Gabrieli Comachio


A preocupação com o peso, auto estima e principalmente alterações hormonais tem grande influencia na queda da libido.

Confira as principais causas e saiba o que fazer:
 
Uso de anticoncepcional oral
Não há nada comprovado cientificamente, mas segundo endocrinologistas, muitas mulheres que tomam a pílula anticoncepcional reclamam da diminuição de desejo.



Disfunções na tireóide
Quando há uma queda ou um aumento na produção dos hormônios da tireóide, ou seja, quando se está com hipotireoidismo ou hipertireoidismo, há uma alteração no desejo sexual.


Menopausa e andropausa
Com o envelhecimento, homens e mulheres deixam de produzir os hormônios sexuais - estrogênio e testosterona, principalmente. A diferença é que nas mulheres isso ocorre de uma hora para outra, enquanto nos homens há uma queda gradativa.


Aumento da prolactina
Quando a mulher está grávida, aumenta a produção de prolactina, o hormônio que está relacionada com a produção do leite materno. E esse processo é ainda mais acentuado no período do aleitamento.
E não são apenas as mulheres que podem sofrer desse problema. Os homens, caso ocorra algum distúrbio hormonal, podem produzir a prolactina em níveis altos e isso também afeta o desejo por sexo.

Doenças nos testículos e nos ovários
Algumas doenças infecciosas podem atacar tanto a aparelho reprodutor masculino quando o feminino e nesses casos a produção hormonal também é afetada.



Sistema Endócrino
Vários órgãos do sistema endócrino participam da função sexual. A tireóide, uma glândula que regula a produção de energia e o metabolismo, depende do iodo e de vitaminas do complexo B, particularmente a tiamina e o ácido pantotênico. 

As glândulas adrenais são importantes para a função sexual, tanto do ponto de vista fisiológico quanto em termos de produção de energia. Muitos elementos participam do seu funcionamento normal - vitaminas A, C, E, complexo B (especialmente o ácido pantotênico) e ácidos graxos essenciais. Determinados fatores, como o estresse, o excesso de atividade mental e o uso regular de cafeína e açúcar, podem diminuir o funcionamento dessas glândulas.

Tratamento:

O tratamento ideal para tentar resolver o problema da queda da libido passa por uma avaliação completa, quer do ponto de vista físico, como da avaliação psicológica da paciente.

É importante saber de detalhes da vida do casal, do grau de intimidade e liberdade de discutir o problema entre eles, avaliação das condições familiares e mesmo das condições financeiras. A seguir vem a avaliação endocrinológica, mensurando-se os hormônios femininos e igualmente o nível de hormônio masculino (testosterona).

Entre os alimentos que, acredita-se, agir na melhora do desempenho sexual, destacam-se:

*A vitamina E e o zinco podem ser dois elementos fundamentais quando se fala em energia sexual. 
 *As vitaminas A, E e o ácido fólico, assim como os ácidos graxos essenciais, são importantes para a produção do sêmen. 
*Os frutos do mar. Eles trazem benefícios para o sistema nervoso e a função sexual. Isso pode ser resultado dos níveis elevados de zinco desses produtos. Os alimentos ricos em zinco são considerados importantes para o funcionamento adequado da próstata. As sementes de abóbora há muito tempo utilizadas para a próstata, são ricas em zinco.
*As algas marinhas, muito ricas em minerais podem ser consumidas 2 vezes na semana.
 * Alimentação saudável adequada a atividade fisica reflete na melhora do desempenho sexual.