domingo, 19 de junho de 2016

Nutricionista em Sinop Mato Grosso

Mini Currículo

Nome: Gabriéli Comachio
Nutricionista CRN 5972/MT
Bacharel em Nutrição UNIC/2009
Esp. Nutrição Humana e Saúde UFLA/2011
Esp. Alimentos Funcionais, Fitoterapia e Suplementação FAMERP/2015

Proprietária da Comachio Consultoria Gestão Empresarial e Saúde ME
Consultora Credenciada ao SEBRAE 01/2012 
Professora do Curso de Nutrição da Faculdade de Sinop FASIPE
Disciplinas;
Administração e Gestão de Unidades de Alimentação e Nutrição;
Vigilância Sanitária e Higiene dos alimentos e
Nutrição do Adulto e Idoso.
Professora do Curso de Pós Graduação em Segurança Alimentar FASIPE, módulos; Aditivos Alimentares e Rotulagem, Embalagem e métodos de conservação.

Nutricionista Clínica de 2010 até os dias atuais, com atendimento nutricional nas cidades de Sinop e Alta Floresta MT.


Além da visão conceitual e acadêmica, conhece, efetivamente, o dia a dia corporativo, suas características e particularidades.

Experiência em consultoria nas áreas:
Rotulagem, marketing de alimentos, segurança alimentar, projetos de encadeamento produtivo no segmento alimentício, desenvolvimento de informativos técnicos e treinamentos.

Na clínica, experiência em atendimento da família, diversas patologias e atividades de educação nutricional.

Em 2013 Representou a ABRASEL MT em uma Missão Empresarial no setor de Turismo e Gastronomia na cidade de Lima - Peru,  evento promovido pelo SEBRAE. 

Características: comprometida, articulada, facilidade para trabalhar em equipe, dedicada, líder e auto controle.

Palestrante no Congresso Matogrossense de Nutrição(2015) e no Congresso Científico da Fasipe Faculdade de Sinop (2014) Temas; atuação do nutricionista no agronegocio e empreendedorismo na nutrição. 

Como nutricionista foi uma das coordenadoras da  I Feira Nacional de Peixes Nativos de Agua Doce promovido pelo Sebrae, apoio Aquamat, Senac e Senar out/2014.

Contato: 66 9 96061638 ou envie e-mail: gabicomachio@gmail.com



sexta-feira, 4 de março de 2016

Nutricionista e a Prescrição de Fitoterápicos

O Nutricionista


A Resolução Número 402 do Conselho Federal de Nutrição, de 30 de julho de 2007, regulamenta a prescrição fitoterápica pelo nutricionista de plantas in natura  frescas, ou como droga vegetal nas suas diferentes formas farmacêuticas e dá outras providencias. Sendo assim, ao profissional de nutrição está permitido, mediante o seu conselho de classe, prescrever fitoterápicos e utiliza-los na terapia nutricionista como estratégia complementar à prescrição dietética elaborada.
O artigo 3 dessa resolução diz que a prescrição fitoterápica realizada pelo nutricionista deverá conter obrigatoriamente;
I – Nomenclatura botânica, sendo opcional o nome popular;
II- Parte usada;
III – Forma farmacêutica / modo de preparo;
IV – Tempo de utilização;
V – Dosagem;
VI – frequência de uso;
VII – horários.
Além disso, o parágrafo único é claro em dizer que as formas farmacêuticas permitidas para uso pelo nutricionista são exclusivamente as de uso oral, sendo impedidas prescrições de fitoterápicos de uso tópico.
Alguns exemplos de formas farmacêuticas passíveis de serem indicadas pelo profissional de nutrição são:
I – Infusão;
II – Decocto;
III – Tintura;
IV – Alcoolatura;
V – Extrato.
Existem, porém algumas restrições em relação à prescrição de fitoterápicos por nutricionistas. Esses profissionais na podem prescrever aqueles produtos cuja legislação vigente exija prescrição médica, segundo o Artigo 6 dessa resolução.  A Intrução Normativa Número 5, de 12 de dezembro de 2008, que revogada Resolução número 89, de 16 de março de 2004, determina a publicação da “lista de medicamentos Fitoterápicos de Registro Simplificado” e cita os medicamentos fitoterápicos que são exclusivos  de prescrição médica,  ou seja, aqueles que contém a tarja vermelha com a frase “Venda sob prescrição médica”. Veja a seguir a lista desses medicamentos.
Arctostaphylos uva-ursi Spreng (uva – ursina)
Cimicifuga racemosa (L.) Nutt. (cimicífuga)
Echinacea purpúrea Moench (equinácea).
Ginko biloba L (ginkgo)
Hypericum perforatum L (hiperico)
Piper methysticum G. Forst (kava – kava)
Serenoa repens (Bartram) J. K. Small (saw palmeto)
Tanacetum parthenium Sch Bip (tanaceto)
Valeriana  officinalis L. (valeriana)

É importante deixarmos claro que não se registram como medicamentos fitoterápico de tarja vermelha drogas vegetais, ou seja, plantas medicinais ou suas partes, que contenham as substâncias, ou classes de substâncias, responsáveis pela ação terapêutica, após processo de coleta, estabilização, secagem podendo ser íntegra, rasurada, triturada ou pulverizada – ANVISA, RDC N 10, de 9 de março de 2010, apenas os derivados das mesmas como tintura, extrato seco, extrato fluido e óleos. Sendo assim, esta lista de medicamentos exclusivos de prescrição médica não contempla as drogas vegetais secas, utilizadas para fazer infusão e decocção. Os fitoterápicos manipulados também não são contemplados nesta lista, pois não são registrados como medicamento.

O artigo 7 da mesma resolução diz que o nutricionista somente poderá prescrever aqueles produtos que tenham indicações terapêuticas relacionadas ao seu campo de conhecimento específico, ou seja, que estejam relacionados com a terapia dietética. Um exemplo claro de uma prescrição que não está relacionada a terapia dietética é o eucalipto (Eucalipto globulus) para inalação, que mesmo sendo indicado pela RDC número 10 foge do campo de conhecimento específico do nutricionista, e por isso não deve ser prescrito por este profissional.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Orientações Nutricionais Doença Celíaca


O Glúten é uma massa viscosa e elástica que permanece após lavagem exaustiva da farinha de trigo, de centeio, de cevada, e possivelmente também da aveia. Dentre destes, a fração proteica gliadina é a responsável pelas manifestações de sensibilidade ao glúten que muitas pessoas apresentam com efeitos adversos principalmente no intestino e na pele.  O glúten compreende a fração solúvel em álcool, as prolaminas, não solúveis que são as glutelinas. As possíveis explicações para esse transtorno são: intolerância causada pela falta ou insuficiência de uma enzima capaz de digerir a gliadina; ação do glúten como um citotóxico; ou ainda a hipótese da lectina, proteína ligante de açúcares ou glicoproteínas de origem não imunológica, devido essas moléculas causarem aglutinação de células. Em particular agiriam com as glicoproteínas das bordaduras em escova das vilosidades, causando agressão á essas.
A enteropatia conhecida como doença celíaca geralmente se inicia quando as crianças são desmamadas e começam a receber cereais em sua alimentação. Mas também podem ocorrer entre 20 a 30 anos em adultos. Nestes casos são geralmente associados á problemas pós-cirúrgicos, ao estresse, á gravidez e a infecções virais.



DOENÇA CELÍACA: Intolerância permanente ao glúten consumido. Ela se manifesta como uma doença gastrintestinal. Doença celíaca latente: refere-se a indivíduos que apresentam testes sorológicos positivos ao gluten, mas sem alterações nas biopsias intestinais.

PROCESSO INFLAMATÓRIO DOENCA CELIACA.
A ingestão do glúten ativa as células T (linfócitos que entre suas funções ajudam as células B a produzir anticorpos durante respostas imunológicas) no intestino delgado s quais iniciam uma reação imunológica resultante na liberação de mediadores inflamatórios causando danos á superfície absortiva, o que provoca má absorção intestinal de nutrientes.

ATENÇÃO: Uma associação preocupante com a doença celíaca é a malignidade especialmente associada com linfoma de origem das células T, sugerindo que o estimulo crônico pelo glúten esteja envolvido.


DIAGNÓSTICO
Biopsia de intestino delgado é considerada o padrão ouro para diagnóstico de enteropatia sensível ao glúten, conforme a Nutrition Foundation task force.
Entretanto, o uso de testes sorológicos tem ajudado com um método relativamente barato para IgA-tTG Elisa. 

Um outro teste é através da determinação do anticorpo antigliadina. Este teste funciona da seguinte maneira: consumo de 10g de glúten por dia, durante quatro dias, em crianças pela ingestão de fatias de pão por dia. Além da observação do retorno de anormalidades da mucosa intestinal.




TABELA 1: Manifestações Extra Intestinais da Doença Celíaca
Sistemas
Manifestações
Hematopoiético
Anemia, púrpura hemorrágica
Esquelético
Osteomalacia, osteoporose
Muscular
Cãibras, tetania, fraqueza
Neurológico
Neuropatia periférica
Endocrino
Hiperparatireoidismo, insuficiência adenocoritcal
Cutâneo
Hiperqueratose, deficiência de vit A, petéquias, dermatite, herpetiforme com depósitos granulosos de IgA (joelhos, cotovelos)
OBS: Em crianças geralmente aparecem diarreia, anorexia, irritação ou depressão com outros comprometimentos neurológicos. Também á sugestões com a relação com a síndrome de down, epilepsia. Já em adultos, o diagnóstico é mais difícil e tardio.


TRATAMENTO
Inclui uma dieta alimentar isenta de glúten, combinando: Amidos de milho, batata, mandioca, inhame e outros ingredientes como fermento biológico, sal e ovo foram preparados como pães sem glúten e de boa aceitação.
As causas prováveis destas manifestações estão associadas a múltiplas deficiências de nutrientes tais como: ferro, vitaminas B12, B6, hipoprotrombinemia por falta de vitamina K, comprometimento de absorção de vitamina D e depleção por cálcio.

TABELA 2: Alimentos permitidos em dieta sem glúten
Leite
Fresco, em pó, evaporado, condensado, creme.
Carne
Todos os tipos de carne fresca, peixe, produtos preparados com carne.
Queijos
Todos os tipos de queijo como cheddar, parmesão, requeijão
Ovos
Puros ou em preparações
Batata ou outros feculentos
Batatas, arroz, talharim sem glúten, talharin de soja
Vegetais
Todos os vegetais frescos, ou congelados, feijões, lentilhas, produtos comerciais sem glúten
Frutas
Todas as frutas frescas, ou congeladas, ou em conserva
Pães
Somente pães especiais sem glútem
Cereais
De fubá, creme de arroz
Farinhas e espessantes
Fécula de araruta, amido de milho, fécula de mandioca
Produtos
De farinha de milho, fubá, batata, arroz doce
Produtos com leite e ovos
 Assados de farinha de milho, batatas, arroz doce
Produto secos com outras farinhas
Farinha de batata e arroz
Biscoitos, aperitivos
Bolinho de arroz, tortilhas – omeletes de fubá, pipoca, bolachas sem glúten
Gorduras
Manteiga, margarinas, gorduras hidrogenadas, maionese sem glúten
Sopas
Caldo feito em casa com ingredientes permitidos
Sobremesa
Bolos, pudins preparadados com ingredientes permitidos, amido de milho ou mandioca
Bebidas
Café, chás, coco, vinhos não licorosos, vodca a partir de uvas
Doces
Gelatinas, frutas, mel, geleias, alguns confeitos, cacau puro, coco.
Miscelânea
Sal, pimenta, ervas, picles, condimentos sem glúten


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Diabetes e ÍNDICE GLICÊMICO


RECOMENDAÇÕES

Uma dieta com alimentos de baixo IG pode ajudar a perder peso, a controlar o diabetes e a aumentar a resistência aos exercícios.
Os alimentos de baixo IG são mais ricos em fibras que favorecem uma maior distenção gástrica aumentando a sensação de saciedade.

Alimentos que tem um alto IG (maior que 85)
  • Banana, batata frita, biscoito, bolacha cream cracker e outros
  • Bolo, cenoura, frutas secas, mandioca, melancia, milho, sorvete
  • Tapioca, trigo branco e uva passa
Alimentos que tem um moderado índice glicêmico (entre 60 e 85)
  • a maioria dos macarrões, batata doce, aveia
  • chocolate, suco de laranja
  • arroz, feijão cozido, grão de centeio, ervilhas frescas, pipoca e outros
Alimentos que tem um baixo índice glicêmico (abaixo de 45)

  • cereais
  • iogurte sem açúcar e sem gordura
  • maçã, pera, suco de tomate, vegetais crucíferos (couve-flor, brócolis)

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Hipertensão Arterial na Gestação



A hipertensão arterial na gestação pode aparecer sem a menor evidência de doenças prévias por volta da vigésima semana de gravidez, com inchaço de mãos e face, associada à perda de proteínas na urina e à possibilidade de complicações graves, como a eclâmpsia. “Os cuidados nutricionais da gestante hipertensa devem ser iniciados bem antes da concepção, no sentido de atingir e manter um peso ideal, evitando a obesidade”, afirma a endocrinologista e nutróloga Ellen Simone Paiva.

Se o problema acomete a mulher há tempos, ele deve ser pcuidadosamente compensado, permitindo estabilidade hemodinâmica e metabólica para garantir o fluxo sangüíneo da placenta, evitando a progressão de lesões que possam prejudicar a gestante e o feto, bem como a saúde da mãe após o parto.

Por isso, são muito importantes as consultas pré-natais a cada 15 dias, com a orientação do médico obstetra, para acompanhamento da gestação, cuidando, assim, do desenvolvimento fetal e da saúde da mulher, uma vez que o agravamento das alterações metabólicas ocorre à medida em que a gravidez evolui.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Orientações Nutricionais para Atletas de Luta


Atualmente, os esportes de luta estão ganhando cada vez mais espaço, sendo que em nosso país sua credibilidade cresce com a mesma proporção do sucesso dos lutadores brasileiros ao redor do mundo, principalmente no que se refere ao Vale-Tudo.

Já se foi o tempo em que o atleta entrava em uma competição ou combate sem uma preparação prévia. Hoje em dia, os grandes lutadores dedicam a maior parte de seu tempo à
melhora da performance e rendimento, incluindo em sua rotina, além do tradicional treino específico de artes marciais, atividades como musculação, natação, corrida, hidroginástica, fisioterapia, entre outras.

Para garantia de melhor resultado, o ideal é que o atleta conte com uma equipe multidisciplinar acompanhando a evolução do seu trabalho. Esta equipe deve conter além dos mestres das respectivas artes marciais, preparadores físicos, fisioterapeutas, nutricionistas, médicos, etc.

Com toda essa rotina de treinamento, uma alimentação adequada é fundamental para que os objetivos sejam atingidos. A nutrição do lutador pode melhorar consideravelmente o seu desempenho e reduzir o cansaço, permitindo que o atleta treine por um maior período, além auxiliar numa recuperação rápida e eficiente após o treinamento.

O profissional que orienta a dieta de praticantes de lutas deve considerar todas as etapas ue envolvem o treinamento, preocupar-se com o controle do peso corporal de acordo com a fase m que se encontra o atleta, além de garantir uma ingestão adequada de todos os nutrientes e líquidos. Não se pode deixar de lado ainda, a satisfação dos aspectos sensoriais, cognitivos e psicológicos envolvidos com o estresse da modalidade, além da manutenção da saúde, que deve estar acima de qualquer outro objetivo de performance.

O atleta competitivo deve manter-se próximo o bastante do peso desejável do dia da competição. O ideal é que o lutador tenha peso elevado atribuído à massa muscular desenvolvida, o que permitirá força para o ataque, ao mesmo tempo que oferecerá estabilidade contra os golpes do adversário. Um erro freqüente cometido por grande parte dos atletas, é treinar a temporada inteira acima do peso e deixar para emagrecer nas vésperas do período de competição. Perda rápida de peso é sinônimo de perda de massa muscular e desidratação, o que com certeza prejudicará a performance do lutador, ainda mais se o atleta for obrigado a utilizar diuréticos, laxantes, praticar atividade física em ambientes quentes e freqüentar sauna em demasia. Além dos prejuízos físicos, o atleta debilita-se também quanto aos aspectos cognitivos, essenciais em muitas modalidades, o que também pode reduzir o seu desempenho.

O atleta deve manter uma dieta balanceada com valor calórico compatível com o gasto energético total, garantindo uma ingestão adequada de todos os nutrientes. Deve-se manter uma refeição a cada 2,5 – 3,0 horas, sendo que esta deverá ser compatível com o horário e distância do treinamento.

O QUÊ COMER ANTES DO TREINO?

A alimentação antes do treino é muito importante para garantir a energia necessária para a realização da atividade física. O atleta pode realizar uma pequena refeição aproximadamente 1 hora antes do treino, sendo que esta refeição deverá ser rica em carboidratos complexos de baixo índice glicêmico - visando um fornecimento gradual de energia durante o treinamento, moderada em proteínas e baixa em gorduras e fibras, pois estas tendem a retardar o esvaziamento gástrico.

Caso ocorra o treinamento duas vezes ao dia, deve-se sempre realizar a refeição pré-treino antes de cada treino e não somente antes de um deles. Esta refeição pode ser composta, por exemplo, de pão branco com queijo branco magro ou queijo cottage, ou então batata doce cozida com uma porção pequena de peito de frango sem pele cozido, grelhado ou assado. Para os dias em que for impossível se realizar uma refeição sólida, pode-se utilizar uma refeição líquida suplementar. Porém, deve-se atentar para que esta refeição líquida seja rica em carboidratos e moderada em proteínas. Caso se deseje utilizar frutas nesta refeição, utilizar somente uma unidade, pois um excesso de frutose prejudica o esvaziamento gástrico.

Entre dez e quinze minutos antes do treinamento, pode-se oferecer maior energia consumindo maltodextrina ou outros suplementos que oferecem vários tipos de carboidratos em conjunto, incluindo nesta categoria tanto os em pó e os líquidos, como os em gel. No caso dos suplementos em pó, estes devem ser diluídos em uma quantidade de água que garanta um rápido esvaziamento gástrico. Como parâmetro, deve-se manter uma concentração em torno de 6 a 8% - a qual pode ser obtida diluindo em torno de 30 gramas de carboidratos em 400 – 500 ml de água. Normalmente os repositores líquidos de carboidratos já contêm a concentração ideal. A temperatura da água também é importante, visto que a água gelada garante absorção mais rápida. Alguns indivíduos relatam que o consumo de carboidratos logo antes do treino ocasiona hipoglicemia durante o mesmo, principalmente quando se utiliza dextrose. Isto pode ser evitado mantendo-se os níveis de glicose plasmática estáveis com o consumo de carboidratos durante o treinamento.

O QUE INGERIR DURANTE OS TREINOS?

Recomenda-se que durante os treinos mantenha-se uma regularidade quanto à ingestão de líquidos, carboidratos e eletrólitos, dependendo da intensidade e duração do treinamento, além das condições climáticas que não podem ser desprezadas.

Além da hidratação adequada, a administração entre 30 e 60 gramas de carboidratos de rápida absorção em cada hora de treino, garante uma menor depleção dos níveis de glicogênio muscular e hepático, proporcionando melhora da performance e resistência. Novamente, deve-se atentar para a concentração da bebida, mantendo esta sempre em torno de 6 a 8%. Recomenda-se também para acelerar o esvaziamento gástrico, que se ingira os líquidos em espaços regulares (15 em 15 minutos), ao invés de utilizar pequenos “goles” várias vezes.

Para atividades com duração maior de 60 minutos, recomenda-se que se incluam alguns eletrólitos nas bebidas, principalmente sódio e potássio, evitando com isso a hiponatremia (redução nos níveis plasmáticos de sódio), garantindo uma maior retenção de líquidos pelo organismo e ainda, evitar possíveis cãibras.

O QUÊ COMER DEPOIS DO TREINO?

Após o treinamento é de extrema importância repor os nutrientes depletados para garantir ótima recuperação e evitar o catabolismo. Esta refeição é fundamental para atletas de luta, visto que estes indivíduos muitas vezes dividem seus treinamentos em duas etapas durante o dia, e caso não tenham garantido uma boa recuperação, a performance no segundo treino do dia será prejudicada.

Nesta fase torna-se necessária à ingestão de alimentos ricos em carboidratos e proteínas para repor o gasto muscular, facilitando a recuperação do indivíduo. Esta refeição deve ser feita após 2 horas (no máximo) do término do exercício, pois este é o período em que o estímulo para a reposição de energia está acentuado. O ideal é que se divida a refeição após o treino em duas. A primeira, imediatamente após o treino, na qual os suplementos alimentares são de grande valia, pois é uma forma prática e eficiente de se repor os nutrientes depletados durante a atividade física. Recomenda-se utilizar um “shake” contendo:

·         Uma fonte de proteínas de rápida absorção, tal como a whey protein, (porém, o uso de whey protein em outros horários, senão imediatamente após o treino não é a melhor escolha, pois existem outras proteínas mais adequadas para serem administradas nesses horários);

·          Carboidratos de alto índice glicêmico, tais como a maltodextrina e a dextrose, pois estes em conjunto proporcionam melhor absorção do que a dextrose isoladamente (existem alguns suplementos que já apresentam um balanço ideal de vários tipos de carboidratos e também podem ser utilizados com sucesso);

·         BCAA’S e glutamina, já que após o treinamento verifica-se níveis mais baixos destes
aminoácidos, pois estes são utilizados em parte como fonte de energia durante o exercício. No caso da glutamina, este aminoácido além da ação anti-catabólica, também auxilia no fortalecimento do sistema imunológico. É comum em atletas de luta, devido a grande quantidade e intensidade dos treinamentos, o sistema imunológico apresentar-se debilitado, portanto o uso de glutamina é uma ótima escolha.

·         Creatina: após a fase de saturação, que deve durar entre 5 e 7 dias com uma dosagem
em torno de 0,3 gramas de creatina por quilo de peso corporal, deve-se manter uma dosagem entre 2 a 5 gramas de creatina por dia (novamente variando de acordo com o peso corporal), pois neste horário sua captação será otimizada, devido a utilização em conjunto de uma quantidade considerável de carboidratos de alto índice glicêmico. Como a maioria das atividades de luta caracteriza-se por predomínio do metabolismo anaeróbico, envolvendo inclusive muita força com exercícios de alta intensidade e curta duração, ou ainda, contrações isométricas relativamente prolongadas no caso de imobilização, é necessário que a ressíntese do ATP ocorra o mais rápido possível. Deve-se atentar para o aumento de peso significativo com o uso desse suplemento, principalmente por retenção hídrica, que pode ser um fator negativo às vésperas da competição. Portanto, a suplementação com creatina pode ser muito eficiente se bem planejada, caso contrário, alterações no peso podem ser indesejáveis.

Já a segunda refeição deve ser realizada entre aproximadamente 40 e 60 minutos após o treino, sendo que esta refeição deve ser preferencialmente sólida, tendo como base alimentos como: arroz, macarrão, batata, mandioca, pão de forma branco, cará, inhame, peixe fresco, frango, queijo cottage, verduras, legumes e suco de frutas. Vale ressaltar que esta refeição deve ser rica em carboidratos e proteínas, mas pobre em lipídios. Neste horário, devido a ingestão de carboidratos de alto índice glicêmico (dextrose e maltodextrina) alguns minutos antes, os níveis do hormônio anabólico insulina encontram-se elevados e promoverão maior captação celular de todos os nutrientes ingeridos neste momento, inclusive os lipídios.

HIDRATAÇÃO
O atleta de luta deve garantir uma ingestão de líquidos de no mínimo 3 litros ao dia. A hidratação é um aspecto fundamental, visto que a maior parte das lutas envolve uma indumentária que não favorece a troca de calor, fazendo com que o controle termorregulatório seja dificultado. Durante os treinamentos, recomenda-se uma ingestão entre 600 a 1200 ml por hora de exercício, em temperatura inferior a 15ºC.

NUTRIENTES ANTIOXIDANTES
O uso de nutrientes e substâncias que exercem função antioxidante no organismo também é bastante difundido entre praticantes de lutas. Devido ao estresse físico e psicológico e às lesões decorrentes da luta que geram processos inflamatórios, a produção orgânica de radicais livres pode ser aumentada.

Dos nutrientes que têm comprovada ação antioxidante, os mais eficazes são as vitamina C e E, o betacaroteno e o mineral selênio. Existem ainda vários alimentos que possuem ação antioxidante devido a presença de substâncias bioativas, tais como o licopeno (molho de tomate, melancia, goiaba), as catequinas (chá verde) e os bioflavonóides (frutas e verduras frescas), dentre outros. Além dos nutrientes antioxidantes, o uso de glucosamina também é útil na recuperação e prevenção de algumas lesões, principalmente as que envolvem articulações.

ALIMENTAÇÃO PARA O DIA DA COMPETIÇÃO

Neste dia não se deve tentar nada que ainda não se tenha feito antes nos treinamentos, a fim de evitar qualquer surpresa desagradável. Neste dia, os carboidratos devem ser a grande base da dieta, pois visa-se primordialmente o fornecimento de energia. Como parâmetro, pode-se realizar as mesmas sugestões para antes, durante e após o treinamento, lembrando-se sempre que em casos de competições com vários combates no mesmo dia, a hidratação e a reposição de carboidratos e eletrólitos nos intervalos das lutas é fundamental para que a performance seja mantida.

Como princípio básico da nutrição, a individualidade biológica deve ser sempre respeitada e não existe “receita de bolo” para prescrição de dietas para lutadores, sendo que o mais indicado é que o atleta procure os serviços de um nutricionista esportivo, pois este é o único profissional habilitado para elaborar programas dietéticos adequados para cada indivíduo


domingo, 3 de novembro de 2013

Orientações para Gestante


O mal-estar matinal  é comum no início da gravidez e usualmente dura até o terceiro mês.
É caracterizado por náuseas e eventuais vômitos, e cessa espontaneamente. É causado, principalmente, pelas mudanças hormonais que levam a uma maior sensibilidade a odor, sabor e luminosidade.
PRECAUÇÕES:
• Faça uma lista dos alimentos que fazem você se sentir melhor;
• Abra as janelas para limpar o ar;
• Use sabonete, sabão e detergente sem odor;
• Se possível, fique longe de odores provocados por alimentos sendo preparados;
• Relaxe! O estresse pode também deixá-la nauseada;
• Descanse bastante. A fadiga pode aumentar a náusea.

Coma o que quiser, desde que seja um alimento! Você pode se sentir melhor!

SUGESTÕES PARA NÁUSEAS E VÔMITOS:
• Antes de ir para a cama, faça um pequeno lanche. Ex.: bolacha de água e sal com queijo magro e um copo de suco ou cereais com leite.
• Mantenha bolacha água e sal, torradas ou cereais secos na mesa de cabeceira, para comer pela manhã, antes de você se levantar da cama;
• Levante lentamente da cama;
• Limonada ou limão pode ajudar a controlar a náusea;
• Experimente alimentos gelados, como sorvetes, frutas em conserva, pudim, manjar, gelatina;
• Experimente, também, alimentos salgados, como biscoito água e sal;
• Coma carboidratos de fácil digestão, como cereais instantâneos, biscoitos simples, purê de batata, arroz, macarrão sem molho, fruas e hortaliças;
• Evite misturar alimentos quentes e frios na mesma refeição;
• Evite ficar com o estômago vazio. Faça refeições pequenas e freqüentes (5 a 6 por dia) a cada 3 horas;
• Quando você se sentir nauseada, tome um pouco de água mineral;
• Tome líquido entre as refeições ao invés de junto às refeições;
• Coma lentamente e mastigue bem os alimentos;
• Evite alimentos com odores e sabores fortes, gordurosos e muito condimentados;
• Coma alimentos à temperatura ambiente. Alimentos quentes tendem a ter odor mais forte, desencadeando a náusea;
Importante:
Diferentes soluções funcionam para diferentes mulheres. Veja o que serve para você. Se você tiver náuseas e/ou vômitos por tempo prolongado e estiver perdendo peso, converse com seu medico. Quando se sentir melhor, você ira precisar de alimentação balanceada, com alimento vindo de todos os grupos alimentares.